sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL COMO FATOR DE DESEMPENHO PROFISSIONAL

Para entender melhor essa historia nós precisamos retroceder no tempo para o início dos anos 90, quando as empresas utilizavam como critério na contratação de profissionais os aspectos técnicos. Nessa época eram contratados os alunos com melhores notas, com currículos recheados de cursos técnicos, ou seja, os que tinham o maior QI (Quoeficiente de Inteligência).
Nessa mesma época os psicólogos comportamentais Peter Salovey e John Mayer começaram a estudar o desempenho das pessoas dentro das organizações, porém, quem tornou o termo inteligência emocional conhecido foi o psicólogo americano Daniel Goleman quando na mesma década escreveu o livro “A Inteligência Emocional”.

Em seus estudos ele, Daniel Goleman observou que não eram os profissionais tecnicamente mais preparados ou os que tinham as melhores notas na universidade os que tinham o melhor desempenho em suas carreiras. 

Aprofundando mais sua pesquisa constatou que a diferença entre as pessoas que obtinham grande sucesso pessoal e profissional e aquelas com desempenho mediano, se devia a fatores relacionados a competências comportamentais e não ao conhecimento técnico. Constatou ainda que as pessoas de sucesso tinham algo em comum, essas pessoas tinham espirito de liderança, eram muito motivadas e proativas, tinham uma boa comunicação, eram inovadoras, sabiam focar e perseguir objetivos, trabalhar em equipe e se relacionavam bem com seus pares. Ele chamou esses comportamentos de inteligência emocional.

Nessa época foi descoberto o que hoje é obvio, é preciso ter inteligência emocional para fazer com que as competências técnicas sejam transformadas em sucesso.

As características da Inteligência Emocional

Resumidamente, “Inteligência emocional é a capacidade de identificar sentimentos próprios e dos outros, de motivar a si mesmo e de gerenciar bem as emoções dentro de si e no relacionamento com os outros” – Daniel Goleman.

De acordo com o autor as características da inteligência emocional que podem ser desenvolvidas e são de grande relevância na formação emocional das pessoas, são:

Autoconhecimento: é nossa capacidade de nos conhecer em termos de comportamentos e sentimentos na vida social e profissional e reconhecer nossos próprios sentimentos. Essa autoconsciência é a base para as demais, pois por meio dela que conseguimos discriminar nossas emoções.

Autocontrole: ou capacidade de gerir as próprias emoções, é saber lidar com os sentimentos negativos como ansiedade, tristeza, raiva.

Automotivação: capacidade de motivar a si mesmo, e realizar as tarefas e ações necessárias para alcançar seus objetivos, independente das circunstâncias.

Empatia: é compreender os sentimentos dos outros e se colocar no lugar, é compreender as diferenças como as pessoas se sentem em relação a fatos e comportamentos.

Sociabilidade: é saber usar as habilidades do relacionamento interpessoal, ou seja, saber conviver em equipe, ter autocontrole para driblar uma situação desagradável, dar atenção e se interessar pelos outros.

As pessoas que demostram controle emocional, autoconfiança e autoestima têm mais facilidade de identificar soluções para os problemas do dia-a-dia e, portanto se tornam mais seguras e tomam decisões com mais facilidade. Isso contribui para uma vida mais feliz.

Coaching e o desenvolvimento de competências

É possível desenvolver essas habilidades e com o apoio de um Coach essa tarefa se torna mais assertiva, pois o profissional estará ao seu lado buscando o máximo do seu potencial, acompanhando cada passo sempre colaborando para que o cliente mantenha o foco e experimente novas alternativas ampliando seu ângulo de visão.

Um programa segue as seguintes etapas:


  • Vamos identificar as competências que você tem e as que precisam ser desenvolvidas;
  • Quais das 5 características devo desenvolver para obter inteligência emocional?
  • Vamos entender um pouco mais as suas necessidades - quanto de ganho você terá se desenvolver essas competências?
  • O que você ganha se desenvolver essa competência? De 0 a 10 o quanto que essas competências que você quer desenvolver são necessárias para melhorar seu desempenho? De 0 a 10 o quanto você está motivado em desenvolver essa competência?
Planejamento – agora que você já sabe o que precisa ser desenvolvido, vamos para o como:
Faça uma lista com tudo que você precisa para dominar essa competência (cursos, leitura, estudos).
Elabore um plano de ação definindo claramente:

  • O que você vai fazer;
  • Quando você vai fazer;
  • Quais os recursos necessários (tempo, dinheiro, contatos).
  • Agora vamos experimentar novos comportamentos que expressem a competência que deseja adquirir.
  • Para isso precisamos entender como se comporta alguém que tem empatia, por exemplo?
  • O que essa pessoa faz e que deixa evidente sua empatia?
  • Como as pessoas percebem nela a empatia?
Agora é praticar – A prática leva a perfeição, é o melhor caminho para que você consiga aperfeiçoar suas novas competências. Nessa fase o Coach faz toda diferença, pois ele é um “olho externo” que vai te ajudar a perceber o que está funcionando e o que precisa ser melhorado.

Depois de praticar você deve aplicar esse novo comportamento, aproveite todas as oportunidades possíveis para aplicar a competência recém-adquirida. É como andar de bicicleta, é preciso praticar até tornar estas competências algo natural em sua vida.

Encerro este assunto fazendo um convite para que você aproveite todas as oportunidades que surgirem para se conhecer melhor (terapias, atividades em grupo, vivências, leituras, conversas, coaching). Esteja mais tempo com você mesmo, se fortaleça e se entenda. Cuide-se!

Patrícia Oliveira


Fonte: Nautilos




Coach, especialista em Finanças Pessoais e Planejamento Estratégico Pessoal. Conheça mais a Patricia Oliveira.

Nenhum comentário:

Postar um comentário